quinta-feira, 8 de julho de 2010

Depois de criança... ê vida solitária

Sou tão indiferente para o mundo. Gostaria muito, de carregar o dom de ser lembrado, por cada lugar que meus pés já pisaram. Queria tocar o coração de todas as pessoas  nas quais já troquei olhares, desde os mais simpáticos até aqueles que faz-me sentir ameaçado.
Mas será isso tão importante assim? Se paro para pensar um instante, nem mesmo sei o porque quero tanto que saibam da minha existência.
Não quero ser idolatrado como um ídolo, só, um pouco admirado por ser de modéstia parte, um bom companheiro de papo.
Então me vem à cabeça de que essa minha inútil necessidade, seja carência. Confesso, cresci mal acostumado. Em volta de carinhos e abraçados.
Hoje não é mais assim! Minha mãe não vê mais em mim a inocência e carência de uma criança. Mas é só isso mesmo que ela leva em conta?
E então, seria tão solitária assim a velhice?

Tão madura

Bela menina essa! Logo se percebe que não foi atingida pela juventude clichê. É uma raridade da vida, quase nunca pergunta o porquê.
Vive na sua quimera, e ignora aqueles que querem colocar monstros em seus sonhos. Mas ela sabe que assim vai ser a vida inteira.
Trata a realidade do mundo, como asneiras.
Vivi intensamente, quase flutua de tanto sonhar. Madura o bastante, sabe a hora de acordar.

[...] Realmente era você!

Ao tocar suas mãos sinto-me totalmente entorpecida por ti. Envolva-me no seu ritmo e dançarei a noite inteira com você. Conforta-me em seus braços e vamos o resto do mundo, hoje esquecer.
Não importa se amanhã quando eu acordar, não enxergar seus olhos. Pelo menos poderei dizer que essa noite não foi sonho, realmente era você! Um dia irá se lembrar disso.