quinta-feira, 8 de julho de 2010

Depois de criança... ê vida solitária

Sou tão indiferente para o mundo. Gostaria muito, de carregar o dom de ser lembrado, por cada lugar que meus pés já pisaram. Queria tocar o coração de todas as pessoas  nas quais já troquei olhares, desde os mais simpáticos até aqueles que faz-me sentir ameaçado.
Mas será isso tão importante assim? Se paro para pensar um instante, nem mesmo sei o porque quero tanto que saibam da minha existência.
Não quero ser idolatrado como um ídolo, só, um pouco admirado por ser de modéstia parte, um bom companheiro de papo.
Então me vem à cabeça de que essa minha inútil necessidade, seja carência. Confesso, cresci mal acostumado. Em volta de carinhos e abraçados.
Hoje não é mais assim! Minha mãe não vê mais em mim a inocência e carência de uma criança. Mas é só isso mesmo que ela leva em conta?
E então, seria tão solitária assim a velhice?

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