quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dia incomum

Era um dia comum, tão comum quanto qualquer outro, diria. Estava uma tarde tão ensolarado e tão bonita. Foi numa praça, tinha muitas crianças, estava tendo uma peça teatral e era lá, era onde ele estava, era um dos artistas da peça. Foi exatamente no segundo que olhei aqueles lindos olhos verdes e sedutores, minha visão em seguida fixou naquele sorriso que era o mais perfeito dos conhecidos, tinha minha estatura acho, barba mal feita e muito charme. E foi aí que minha vida mudou radicalmente.
Havia me apaixonado - não - estava amando. Eu tinha uma tal certeza que ele era o amor da minha vida como jamais tinha tido uma certeza tão plena antes.
Eu o mirava sem disfarçar e disfarçava ao mesmo tempo, não queria parecer uma tola, porém senti aquele olhar sobre mim algumas vezes, mas logo desviava.
Queria saber se algo pensava, se havia despertado nele o mesmo que despertou em mim.
Mais tarde quando já não nos vimos mais, eu estava tão inquieta, tão empolgada, tão pensativa... Ah eu o queria! Procurei saber mais sobre. Me decepcionei ao encontrar todos que não era do meu interesse... E nada dele. Mas não desisti e não desistirei. Sei ao menos de onde é, é de longe, mas é meu amor, e na primeira oportunidade irei a procura do meu amor. Iria à qualquer lugar para estar de frente com aqueles olhos verdes novamente, dizer tudo que senti quando o vi, amá-lo da forma mais incomparável, sei e espero que ele me ame assim também. Então nos amaremos, e da minha parte eu posso dizer que para o resto dessa vida ainda é pouco, sei que esse amor é de outras vidas. É um amor que qualquer um pediria à Deus. É o meu amor, meu ator.
Esse dia não foi um dia tão comum assim, e espero que igualmente para ele.

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